{"id":17750,"date":"2022-04-04T12:50:14","date_gmt":"2022-04-04T12:50:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/?p=17750"},"modified":"2022-04-04T12:50:37","modified_gmt":"2022-04-04T12:50:37","slug":"36a-viagem-apostolica-internacional-do-papa-francisco-em-malta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/36a-viagem-apostolica-internacional-do-papa-francisco-em-malta\/","title":{"rendered":"36\u00aa Viagem Apost\u00f3lica Internacional do Papa Francisco- em Malta"},"content":{"rendered":"\n<p>Acolhimento, evangeliza\u00e7\u00e3o, alegria e humanidade: algumas palavras-chave para assinalar os encontros do Papa em Malta e Gozo. \u201cUma presen\u00e7a que nos deu tanto, uma Gra\u00e7a do Esp\u00edrito\u201d, explica dom Charles Scicluna.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras, os gestos e os encontros do Papa com o povo de Malta e Gozo deixaram uma profunda impress\u00e3o e um forte sentimento de \u201ccura\u201d. Assim definiu o arcebispo Charles Jude Scicluna ao final dos dois dias intensos que Francisco transcorreu no arquip\u00e9lago do Mediterr\u00e2neo. Atrav\u00e9s das suas palavras se sente o calor e a alegria com que o sucessor de Pedro foi acolhido e acompanhado nesta peregrina\u00e7\u00e3o sobre os passos do Ap\u00f3stolo Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como foi a viagem? O que marcou o senhor?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cVou dizer a voc\u00eas como as pessoas se sentiram: foi um momento de gra\u00e7a muito poderoso e uma grande responsabilidade, porque recebemos tanto das palavras, dos gestos, da presen\u00e7a t\u00e3o calorosa e cordial do Papa, e essa \u00e9 uma heran\u00e7a que tamb\u00e9m se torna uma responsabilidade para n\u00f3s. Temos agora de fazer crescer esta semente que o Senhor, na sua miseric\u00f3rdia, plantou no sulco que \u00e9 a Igreja em Malta e Gozo.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor acompanhou o Papa Francisco em todas as fases da viagem. Qual foi o momento que mais o impressionou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cDevo dizer que h\u00e1 muitos momentos que me v\u00eam imediatamente \u00e0 mente. Eu, no in\u00edcio, assim que o Papa aterrou, lhe pedi &#8211; porque eu carregava no cora\u00e7\u00e3o os pedidos e as ora\u00e7\u00f5es de tantas pessoas &#8211; que intercedesse pela cura f\u00edsica e espiritual de todos n\u00f3s. Eu disse: \u2018Vossa Santidade, nos d\u00e1 a cura de que necessitamos?\u2019 E devo dizer que a rela\u00e7\u00e3o do Papa com o povo, o abra\u00e7o do povo com o Papa, trouxe consigo este forte sentimento de uma reconcilia\u00e7\u00e3o que era impercept\u00edvel, mas certamente presente gra\u00e7as \u00e0 for\u00e7a do Esp\u00edrito. O que me confortava nessa convic\u00e7\u00e3o era a alegria no rosto das pessoas enquanto o Papa passava. Nas ruas das ilhas de Malta e Gozo havia uma alegria nos idosos, nos doentes, nos jovens e nas crian\u00e7as, uma alegria que s\u00f3 o Esp\u00edrito pode dar.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor falou da import\u00e2ncia do tema da &#8220;cura&#8221;, que est\u00e1 intimamente ligado ao do acolhimento. Refiro-me \u00e0 passagem dos Atos dos Ap\u00f3stolos em que Paulo, ap\u00f3s ter sido acolhido, chega a Malta para ser &#8220;curado&#8221;. Ent\u00e3o, foi realmente uma viagem do acolhimento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAntes de mais nada, o Papa foi recebido com um calor humano extraordin\u00e1rio. Mas \u00e9 um calor humano que responde ao calor humano e espiritual deste grande pastor que \u00e9 o Papa Francisco. Claro que o acolhimento, como ele tamb\u00e9m nos disse na sua homilia deste domingo, n\u00e3o vem t\u00e3o \u2018barato\u2019. Tem um pre\u00e7o, uma responsabilidade, um compromisso, e esse \u00e9 um desafio que n\u00f3s aceitamos porque tamb\u00e9m significa viver como crist\u00e3os. Preparamo-nos agora para a Santa P\u00e1scoa: essa nossa experi\u00eancia vivida com o Papa em solo malt\u00eas, no cora\u00e7\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, compromete-nos a fazer frutificar no Esp\u00edrito a alegria do Senhor Ressuscitado, que ningu\u00e9m nos pode tirar.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A alegria da evangeliza\u00e7\u00e3o foi o tema, se quisermos descrever, de muitos momentos. O Papa repetiu isso muitas vezes no santu\u00e1rio de Gozo, recordando que, para um crist\u00e3o, estar ancorado nas ra\u00edzes n\u00e3o significa estar ancorado no passado&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cSim, ele repetiu como um refr\u00e3o: \u2018a alegria da Igreja \u00e9 a evangeliza\u00e7\u00e3o\u2019. Eu disse aos meus irm\u00e3os bispos que nisso j\u00e1 temos um plano pastoral para o futuro: anunciar a Boa Nova com o testemunho da paz interior que n\u00e3o escapa, n\u00e3o ignora a cruz, mas carrega a cruz, carrega o fardo da vida, com serenidade e tamb\u00e9m com alegria.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m do tema do acolhimento, o Papa tamb\u00e9m demonstrou grande aten\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 acontecendo no mundo: o Papa mencionou o naufr\u00e1gio registrado na costa da L\u00edbia, e falou da guerra na Ucr\u00e2nia. Que import\u00e2ncia tiveram essas palavras?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cS\u00e3o palavras lapidares que atingem n\u00e3o s\u00f3 a consci\u00eancia da sociedade maltesa, mas tamb\u00e9m a consci\u00eancia dos pa\u00edses pr\u00f3ximos ao Mar Mediterr\u00e2neo e \u00e0 Europa, porque s\u00e3o um apelo a uma \u2018civiliza\u00e7\u00e3o da humanidade\u2019. O Papa nos disse claramente: \u2018se n\u00f3s deixamos que os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s sejam v\u00edtimas de naufr\u00e1gios, tamb\u00e9m n\u00f3s seremos v\u00edtimas do naufr\u00e1gio da nossa pr\u00f3pria civiliza\u00e7\u00e3o, porque a humanidade que nos faz aquilo que somos ir\u00e1 faltar\u2019.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Michele Raviart \u2013 Vatican News<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acolhimento, evangeliza\u00e7\u00e3o, alegria e humanidade: algumas palavras-chave para assinalar os encontros do Papa em Malta e Gozo. \u201cUma presen\u00e7a que nos deu tanto, uma Gra\u00e7a do Esp\u00edrito\u201d, explica dom Charles Scicluna. 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