{"id":168,"date":"2017-12-22T00:00:00","date_gmt":"2017-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mulheres-debatem-alternativas-para-a-crise-politica-no-livro-tem-saida\/"},"modified":"2017-12-22T00:00:00","modified_gmt":"2017-12-22T00:00:00","slug":"mulheres-debatem-alternativas-para-a-crise-politica-no-livro-tem-saida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mulheres-debatem-alternativas-para-a-crise-politica-no-livro-tem-saida\/","title":{"rendered":"MULHERES DEBATEM ALTERNATIVAS PARA A CRISE POL\u00cdTICA NO LIVRO &#8220;TEM SA\u00cdDA?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">[imagem1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">No debate pol&iacute;tico brasileiro, as mulheres podem falar? Caso falem, elas s&atilde;o ouvidas? E, caso sejam ouvidas,&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">s&atilde;o levadas a s&eacute;rio?&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Na contram&atilde;o do mainstream intelectual,&nbsp;que mesmo em ambientes progressistas costuma privilegiar an&aacute;lises masculinas e brancas, o livro&nbsp;<a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/editorazouk.com.br\/pd-51d898-tem-saida-ensaios-criticos-sobre-o-brasil.html?ct=&amp;p=1&amp;s=1\" target=\"_blank\" title=\"\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; outline: none; border-bottom: none;\">Tem Sa&iacute;da? Ensaios cr&iacute;ticos sobre o Brasil<\/a>&nbsp;traz&nbsp;s&oacute; mulheres como autoras.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">A obra, publicado pela Editora Zouk em parceria com a Casa da M&atilde;e Joanna, traz para o centro da discuss&atilde;o os diferentes olhares de mulheres ativistas, pol&iacute;ticas e intelectuais sobre a mais recente crise pol&iacute;tica brasileira. Participam da publica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m das organizadoras&nbsp;Winnie Bueno,&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">Joanna Burigo<\/span>,<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">&nbsp;<\/span>Rosana Pinheiro-Machado&nbsp;e Esther Solano, outras 25 mulheres.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Entre elas, h&aacute; mulheres diretamente envolvidas com a pol&iacute;tica partid&aacute;ria, como a ex-candidata &agrave; presid&ecirc;ncia pelo PSOL, Luciana Genro, a pr&eacute;-candidata pelo PCdoB, Manuela D&#8217;&Aacute;vila, al&eacute;m das vereadoras&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">S&acirc;mia Bonfim<\/span>&nbsp;e Marielle Franco. J&aacute; entre as pesquisadoras, h&aacute; nomes como o da fil&oacute;sofa M&aacute;rcia Tiburi, a educadora Suzane Jardim e a professora de Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica na UnB, Fl&aacute;via Biroli.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">&#8220;Compreender a esquerda, seus rumos e os caminhos tra&ccedil;ados pelo lulopetismo s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es fundamentais para que se reconstrua (ou simplesmente se construa) um campo progressista democr&aacute;tico no Brasil.&nbsp;Entretanto, quando debates que enfatizam a urg&ecirc;ncia da autocr&iacute;tica s&atilde;o engendrados &ndash; e eles o s&atilde;o, majoritariamente por vozes masculinas e brancas &ndash; reproduz-se n&atilde;o apenas a g&ecirc;nese da crise da esquerda, mas tamb&eacute;m a g&ecirc;nese da crise mais ampla, nacional&#8221;, argumentam as organizadoras no pref&aacute;cio&nbsp;A prefigura&ccedil;&atilde;o como sa&iacute;da pol&iacute;tica,&nbsp;dispon&iacute;vel abaixo na &iacute;ntegra:&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">Por Winnie Bueno, Joanna Burigo, Esther Solano e Rosana-Pinheiro Machado*<i style=\"margin: 0px; padding: 0px; font-family: \" open=\"\" sans\",=\"\" arial,=\"\" helvetica,=\"\" sans-serif;=\"\" font-size:=\"\" 16px;=\"\" background-color:=\"\" rgb(255,=\"\" 255,=\"\" 255);\"=\"\">&nbsp;<\/i><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\"><b>A prefigura&ccedil;&atilde;o como sa&iacute;da pol&iacute;tica<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">A indaga&ccedil;&atilde;o sobre as sa&iacute;das para as crises que o Brasil atravessa tem permeado nosso cotidiano nas reuni&otilde;es de fam&iacute;lia, nas redes sociais, na sala de aula e nos eventos cient&iacute;ficos e pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">N&atilde;o &eacute; raro que esses encontros e discuss&otilde;es acabem em processos destrutivos, agressivos ou violentos, pois s&atilde;o sintomas de uma sociedade polarizada e fragmentada &ndash; processo que veio a abalar algumas estruturas que estiveram acomodas por muito tempo no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Pelo campo da direita, encarnada hoje nas for&ccedil;as que apoiam o governo Michel Temer (mas n&atilde;o apenas), somos convencidos de que o que ocorreu no Brasil foi unicamente um processo econ&ocirc;mico de m&aacute;-administra&ccedil;&atilde;o dos recursos (a corrup&ccedil;&atilde;o) e de decis&otilde;es macroestruturais equivocadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">A sa&iacute;da, nessa l&oacute;gica, seria aprovar um pacote de austeridade e reformas de enxugamento do Estado &ndash; especialmente a PEC 55, que prev&ecirc; o teto de gastos p&uacute;blicos, a reforma trabalhista e a reforma da previd&ecirc;ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Como deixou claro o Presidente Michel Temer durante um pronunciamento concedido em meio ao esc&acirc;ndalo que colocou em risco a governabilidade de seu mandato, o que o Brasil precisava era apenas continuar no rumo certo, aprovando as reformas e retomando o crescimento econ&ocirc;mico.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">J&aacute; no campo das esquerdas existe uma tend&ecirc;ncia a perceber a crise como fundamentalmente pol&iacute;tica, e o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff seria o marco desse processo.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">(Nesta linha argumentativa, n&atilde;o &eacute; raro voltar aos protestos de junho de 2013 no af&atilde; de criar uma genealogia do golpe, identificando naquele momento a emerg&ecirc;ncia de for&ccedil;as conservadoras.) A sa&iacute;da, portanto, seria restaurar a democracia e retomar um projeto de governo popular.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">A primeira coisa a pontuar acerca de nossa provoca&ccedil;&atilde;o &ldquo;Tem Sa&iacute;da?&rdquo; &eacute; de que n&atilde;o existe uma sa&iacute;da para a crise, mas m&uacute;ltiplas sa&iacute;das. O que ambas as posi&ccedil;&otilde;es polarizadas t&ecirc;m em comum &eacute; uma leitura populista da crise, enxergando-a por meio de uma lente sincr&ocirc;nica e unidirecional, que fornece sa&iacute;das simplistas.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">As posi&ccedil;&otilde;es igualmente ignoram o fato de que uma crise com as propor&ccedil;&otilde;es como a que estamos atravessando nunca &eacute; totalmente nova.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">Neste livro, partimos da premissa que estamos diante de uma crise multidimensional, tendo seus atravessamentos nas esferas econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e democr&aacute;ticas, sociais, &eacute;tnica-raciais, culturais e interpessoais.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">E o que as autoras deixam bastante evidente &eacute; que o momento atual, portanto, pode ser definido como uma intensifica&ccedil;&atilde;o e visibiliza&ccedil;&atilde;o de diversas formas de opress&atilde;o, viol&ecirc;ncia estrutural e aus&ecirc;ncia da ordem democr&aacute;tica que sempre estiveram presentes no cotidiano das camadas subalternizadas da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">No campo progressista, em que este livro se situa, s&atilde;o t&iacute;midos os projetos emergentes que forne&ccedil;am um projeto de na&ccedil;&atilde;o radicalmente alternativo &agrave; ordem vigente.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">De modo geral,<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">&nbsp;<\/span>as esquerdas&nbsp;encontram-se perplexas com a ruptura democr&aacute;tica e a virada conservadora que ocorre n&atilde;o apenas no Brasil, mas tamb&eacute;m nos&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">Estados Unidos<\/span>, na Fran&ccedil;a, na Alemanha e no&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">Reino Unido<\/span>&nbsp;&ndash; para citar apenas alguns exemplos.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 1em;\">Nesse contexto, percebe-se a emerg&ecirc;ncia de um movimento reflexivo de autocr&iacute;tica e de avalia&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios, formando certo consenso de que haveria, ainda, uma outra crise no Brasil: a crise da pr&oacute;pria esquerda &ndash; e a prova disso seria a dificuldade que lutas populares parecem enfrentar na cria&ccedil;&atilde;o de campos de resist&ecirc;ncia, tens&atilde;o e debate capazes de frear o ritmo das reformas, e de produ&ccedil;&atilde;o de mobiliza&ccedil;&otilde;es de massa para&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">al&eacute;m do aleg&oacute;rico<\/span>&nbsp;&ldquo;Fora Temer&rdquo; em muros, shows e cinemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que o tema da crise das esquerdas tem sido recorrente nos debates nas universidades, nas conversas entre partidos e movimentos sociais, e tamb&eacute;m em um conjunto de publica&ccedil;&otilde;es recentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Compreender a esquerda, seus rumos e os caminhos tra&ccedil;ados pelo lulopetismo s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es fundamentais para que se reconstrua (ou simplesmente se construa) um campo progressista democr&aacute;tico no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Entretanto, quando debates que enfatizam a urg&ecirc;ncia da autocr&iacute;tica s&atilde;o engendrados &ndash; e eles o s&atilde;o,&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">majoritariamente por vozes masculinas<\/span>&nbsp;e brancas &ndash; reproduz-se n&atilde;o apenas a g&ecirc;nese da crise da esquerda, mas tamb&eacute;m a g&ecirc;nese da crise mais ampla, nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Ambas s&atilde;o indissoci&aacute;veis, se n&atilde;o a mesma crise, pois possuem uma natureza comum: a exclus&atilde;o hist&oacute;rica dos grupos subalternizados, fruto da resist&ecirc;ncia contra a potencializa&ccedil;&atilde;o, de fato e de direito, de uma base diversa de atores pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">N&atilde;o basta repetir o clich&eacute; de que &eacute; preciso &ldquo;mais escuta&rdquo;. Longe de afirmar que a escuta n&atilde;o &eacute; importante, o que queremos dizer &eacute; que, mais do que serem escutados, grupos historicamente subalternizados precisam estar &agrave; frente dos debates, das a&ccedil;&otilde;es e das esferas de poder e processos decis&oacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Este livro, portanto, ganha forma a partir do entendimento de que as crises pelas quais estamos passando s&atilde;o antigas, enraizadas na sociedade brasileira, e remetem &agrave; mesma sa&iacute;da: a radicaliza&ccedil;&atilde;o do projeto democr&aacute;tico desde a base.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Acreditamos n&atilde;o ser poss&iacute;vel discutir solu&ccedil;&otilde;es para as crises sem um aspecto prefigurativo, ou seja, sem que o pr&oacute;prio livro n&atilde;o seja uma tentativa de representa&ccedil;&atilde;o mim&eacute;tica da sociedade que lutamos para construir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Se o desejo democr&aacute;tico nunca &eacute; alcan&ccedil;ado e &eacute; sempre postergado e relegado a atores externos, este livro rompe com essa l&oacute;gica no momento em que a t&aacute;tica prefigurativa adotada cruza a linha do desejo e refaz &ndash; no aqui e no agora &ndash; a sociedade que queremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Desde a capa deste livro, trazemos para o cora&ccedil;&atilde;o do debate pol&iacute;tico os olhares e as vozes pulsantes e provocativas de mulheres que s&atilde;o deixadas em segundo plano: das mulheres negras, trans, pobres, ind&iacute;genas, ativistas, pol&iacute;ticas, intelectuais. Cientistas, anarquistas e partid&aacute;rias. Do Rio Grande do Sul ao Par&aacute;. Essas mulheres n&atilde;o s&atilde;o apenas &ldquo;ouvidas&rdquo; aqui: elas s&atilde;o pr&oacute;prio motor da transforma&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\"><b>O livro est&aacute; dividido em cinco partes.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Na primeira,&nbsp;Neoliberalismo e Governabilidade,&nbsp;as autoras apresentam panoramas em meio a um cen&aacute;rio decididamente&nbsp;<span style=\"outline-color: initial; outline-width: initial; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial;\">neoliberal,<\/span>&nbsp;desde suas alian&ccedil;as com o conservadorismo &agrave;s contradi&ccedil;&otilde;es e limites da pol&iacute;tica brasileira e seus sujeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Na segunda parte,&nbsp;Impeachment e Resist&ecirc;ncia, autoras fornecem tanto uma radiografia do impeachment da Presidenta Dilma Rousseff quanto compartilham as formas como pensam sobre resist&ecirc;ncias emergentes do cen&aacute;rio de crise, cortes e perda de direitos. A terceira e quarta partes explicitam os motivos pelos quais n&atilde;o podemos falar em crise como excepcionalidade, j&aacute; que anormalidades democr&aacute;ticas profundas sempre existiram para os setores mais vulner&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o, afetando seus corpos, os marginalizando, ou matando-os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Na terceira parte&nbsp;Democracia, Na&ccedil;&atilde;o e Interseccionalidade, fica evidente que o projeto de na&ccedil;&atilde;o brasileiro &eacute; excludente desde sua funda&ccedil;&atilde;o, se reproduz na sua autoimagem e prejudica as mulheres, de formas mais aprofundadas as mulheres negras, ind&iacute;genas e as mais pobres. Assim, n&atilde;o h&aacute; como falar em sa&iacute;da democr&aacute;tica sem ter como prioridade a melhoria da vida das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Na quarta parte do livro&nbsp;Corpo, Vida e Morte, as autoras explicitam algumas das muitas formas com que crises violam os corpos e tiram as vidas daqueles e daquelas que sobrevivem no sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Por fim, na quinta e &uacute;ltima parte,&nbsp;Imagina&ccedil;&atilde;o, Sentido e Caminhos da Pol&iacute;tica,&nbsp;abrem-se necess&aacute;rias pontes, tanto entre passado, presente e futuro como entre projetos e perspectivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Diferentemente do mainstream pol&iacute;tico e acad&ecirc;mico, branco e masculino, o que as intelectuais deste livro est&atilde;o apontando &eacute; que precisamos do uma nova utopia, uma pol&iacute;tica de pensamento e conhecimento que seja capaz de olhar para o passado e re-imaginar o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">&Eacute; um passado de genoc&iacute;dio e exclus&atilde;o, mas tamb&eacute;m de lutas e sobreviv&ecirc;ncias. De forma criativa e inovadora, &eacute; preciso juntar essa mem&oacute;ria potente de resili&ecirc;ncia, resist&ecirc;ncia e sobreviv&ecirc;ncia para redesenhar o futuro democr&aacute;tico que sonhamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\">Entre o passado e o futuro, deixamos as leitoras e os leitores com este livro, que &eacute; uma tentativa presente de reunir as vozes e os olhares daquelas que cravam a sua pr&oacute;pria autonomia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: right; margin-bottom: 1em;\">* Winnie Bueno &eacute; iyalorix&aacute;, ativista feminista negra latino americana, bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, mestranda em Direito P&uacute;blico pela Universidade do Vale Rio dos Sinos.&nbsp;Joanna Burigo &eacute; fundadora da Casa Da M&atilde;e Joanna, professora e coordenadora da Emancipa Mulher, escola de emancipa&ccedil;&atilde;o feminista e luta antirracista.&nbsp;Rosana Pinheiro-Machado &eacute; professora, colunista e pesquisadora. Atualmente est&aacute; baseada na Universidade Federal de Santa Maria.&nbsp;Esther Solano possui Mestrado em Ci&ecirc;ncias Sociais &#8211; Universidad Complutense de Madrid (2009) e doutorado em Ci&ecirc;ncias Sociais &#8211; Universidad Complutense de Madrid (2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\"><span style=\"text-align: left;\">Fonte: Carta Capital<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; margin-bottom: 1em;\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] No debate pol&iacute;tico brasileiro, as mulheres podem falar? Caso falem, elas s&atilde;o ouvidas? E, caso sejam ouvidas,&nbsp;s&atilde;o levadas a s&eacute;rio?&nbsp; Na contram&atilde;o do mainstream intelectual,&nbsp;que mesmo em ambientes progressistas costuma privilegiar an&aacute;lises&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":280,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/280"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}