{"id":1654,"date":"2015-10-17T00:00:00","date_gmt":"2015-10-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2015\/"},"modified":"2015-10-17T00:00:00","modified_gmt":"2015-10-17T00:00:00","slug":"mensagem-do-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2015\/","title":{"rendered":"Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Miss\u00f5es 2015"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste domingo, 18 de outubro, a Igreja celebra o Dia Mundial das Miss&otilde;es. Em todas as celebra&ccedil;&otilde;es acontece a Coleta mission&aacute;ria. Entre os v&aacute;rios subs&iacute;dios da Campanha Mission&aacute;ria encontra-se a mensagem do papa Francisco para o 89&ordm; Dia Mundial das Miss&otilde;es. &ldquo;A miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; proselitismo, nem mera estrat&eacute;gia; a miss&atilde;o faz parte da gram&aacute;tica da f&eacute;, &eacute; algo de imprescind&iacute;vel para quem se coloca &agrave; escuta da voz do Esp&iacute;rito&#8230;&rdquo;, diz o papa em um trecho da mensagem. Eis o texto, na &iacute;ntegra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISS&Otilde;ES DE 2015<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s<\/p>\n<p>O Dia Mundial das Miss&otilde;es 2015 se realiza no contexto do Ano da Vida Consagrada e recebe um est&iacute;mulo para a ora&ccedil;&atilde;o e a reflex&atilde;o. Na verdade, se todo batizado &eacute; chamado a testemunhar o Senhor Jesus proclamando a f&eacute; recebida como um presente, isso vale, de modo particular, para a pessoa consagrada, pois entre vida consagrada e miss&atilde;o existe uma liga&ccedil;&atilde;o forte. O seguimento a Jesus, que determinou o surgimento da vida consagrada na Igreja, responde ao chamado a tomar a cruz e segui-Lo, a imitar a sua dedica&ccedil;&atilde;o ao Pai e seus gestos de servi&ccedil;o e amor, e a perder a vida para reencontr&aacute;-la. Como a exist&ecirc;ncia de Cristo tem um car&aacute;ter mission&aacute;rio, os homens e mulheres que o seguem mais de perto assumem plenamente esse mesmo car&aacute;ter.<\/p>\n<p>A dimens&atilde;o mission&aacute;ria, que pertence &agrave; pr&oacute;pria natureza da Igreja, &eacute; intr&iacute;nseca a todas as formas de vida consagrada, e n&atilde;o pode ser negligenciada sem deixar um vazio que desfigura o carisma. A miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; proselitismo ou mera estrat&eacute;gia; a miss&atilde;o faz parte da &ldquo;gram&aacute;tica&rdquo; da f&eacute;, &eacute; algo imprescind&iacute;vel para quem escuta a voz do Esp&iacute;rito que sussurra &ldquo;vem&rdquo; e &ldquo;vai&rdquo;. Quem segue Cristo se torna mission&aacute;rio e sabe que Jesus &laquo;caminha com ele, fala com ele e respira com ele. Sente Jesus vivo junto com ele no compromisso mission&aacute;rio&raquo; (EG, 266).<\/p>\n<p>A miss&atilde;o &eacute; ter paix&atilde;o por Jesus Cristo e ao mesmo tempo paix&atilde;o pelas pessoas. Quando nos colocamos em ora&ccedil;&atilde;o diante de Jesus crucificado, reconhecemos a grandeza do seu amor que nos d&aacute; dignidade e nos sustenta; e no mesmo momento percebemos que aquele amor que parte de seu cora&ccedil;&atilde;o transpassado se estende a todo o povo de Deus e a toda a humanidade; e assim sentimos tamb&eacute;m que Ele quer servir-se de n&oacute;s para chegar cada vez mais perto de seu povo amado (cf. ibid., 268) e de todos aqueles que o procuram de cora&ccedil;&atilde;o sincero. No mandamento de Jesus: &ldquo;ide&rdquo;, existem cen&aacute;rios e sempre novos desafios para a miss&atilde;o evangelizadora da Igreja. Nela, todos s&atilde;o chamados a anunciar o Evangelho por meio do seu testemunho de vida; e os consagrados, especialmente, s&atilde;o convidados a ouvir a voz do Esp&iacute;rito que os chama para ir rumo &agrave;s grandes periferias da miss&atilde;o, entre as pessoas que ainda n&atilde;o receberam o Evangelho.<\/p>\n<p>O quinquag&eacute;simo anivers&aacute;rio do Decreto conciliar Ad gentes nos convida a reler e a meditar esse documento que despertou um forte impulso mission&aacute;rio nos Institutos de vida consagrada. Nas comunidades contemplativas, retomou luz e eloqu&ecirc;ncia &agrave; figura de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira das miss&otilde;es, como inspiradora da liga&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima da vida contemplativa com a miss&atilde;o. Para muitas congrega&ccedil;&otilde;es religiosas de vida ativa, o anseio mission&aacute;rio que surgiu do Conc&iacute;lio Vaticano II se concretizou com uma abertura extraordin&aacute;ria para a miss&atilde;o ad gentes, muitas vezes acompanhada pelo acolhimento a irm&atilde;os e irm&atilde;s provenientes de terras e culturas encontradas na evangeliza&ccedil;&atilde;o, de modo que hoje se pode falar de uma interculturalidade difundida na vida consagrada. Por esse motivo, &eacute; urgente repropor o ideal da miss&atilde;o em seu centro: Jesus Cristo, e em sua exig&ecirc;ncia: o dom total de si ao an&uacute;ncio do Evangelho. N&atilde;o pode haver tratativa sobre isto: quem, pela gra&ccedil;a de Deus, acolhe a miss&atilde;o, &eacute; chamado a viver de miss&atilde;o. Para essas pessoas, a proclama&ccedil;&atilde;o de Cristo nas v&aacute;rias periferias do mundo se torna o modo de como viver o seguimento a Ele e a recompensa de muitas dificuldades e priva&ccedil;&otilde;es. Toda tend&ecirc;ncia que desvia dessa voca&ccedil;&atilde;o, mesmo que acompanhada por motivos nobres relacionados com as muitas necessidades pastorais, eclesiais e humanit&aacute;rias, n&atilde;o &eacute; coerente com o chamado pessoal do Senhor para servir o Evangelho. Nos Institutos mission&aacute;rios, os formadores s&atilde;o chamados tanto a indicar com clareza e honestidade essa perspectiva de vida e a&ccedil;&atilde;o, quanto a influir no discernimento de voca&ccedil;&otilde;es mission&aacute;rias aut&ecirc;nticas. Dirijo-me de modo especial aos jovens, que ainda s&atilde;o capazes de testemunhos corajosos e atitudes generosas e por vezes contracorrentes: n&atilde;o deixem que lhes roubem o sonho de uma miss&atilde;o verdadeira, de doar-se ao seguimento a Jesus que requer o dom total de si. No segredo de sua consci&ecirc;ncia, pergunte-se o motivo pelo qual escolheu a vida religiosa mission&aacute;ria e me&ccedil;a a disponibilidade em aceit&aacute;-la por aquilo que &eacute;: dom de amor a servi&ccedil;o do an&uacute;ncio do Evangelho, lembrando que, antes de ser uma necessidade para aqueles que n&atilde;o o conhecem, o an&uacute;ncio do Evangelho &eacute; uma necessidade para quem ama o Mestre.<\/p>\n<p>Hoje, a miss&atilde;o enfrenta o desafio de respeitar a necessidade de todos os povos poderem recome&ccedil;ar de suas ra&iacute;zes e salvaguardar os valores de suas respectivas culturas. Trata-se de conhecer e respeitar as outras tradi&ccedil;&otilde;es e sistemas filos&oacute;ficos e reconhecer, em cada povo e cultura, o direito de fazer-se ajudar por sua tradi&ccedil;&atilde;o na intelig&ecirc;ncia do mist&eacute;rio de Deus e no acolhimento ao Evangelho de Jesus, que &eacute; luz para as culturas e sua for&ccedil;a transformadora.<\/p>\n<p>Dentro dessa din&acirc;mica complexa nos perguntamos: &ldquo;Quem s&atilde;o os destinat&aacute;rios privilegiados do an&uacute;ncio evang&eacute;lico?&rdquo; A resposta &eacute; clara e a encontramos no pr&oacute;prio Evangelho: os pobres, os pequenos e os enfermos, aqueles que muitas vezes s&atilde;o desprezados e esquecidos, aqueles que n&atilde;o podem te retribuir (cf. Lc 14,13-14). A evangeliza&ccedil;&atilde;o dirigida preferencialmente a eles &eacute; sinal do Reino que Jesus veio trazer: &laquo;Existe um v&iacute;nculo insepar&aacute;vel entre a nossa f&eacute; e os pobres. N&atilde;o os deixemos nunca sozinhos&raquo; (EG, 48). Isso deve ser claro, especialmente para as pessoas que abra&ccedil;am a vida consagrada mission&aacute;ria: com o voto de pobreza se escolhe seguir Cristo nessa sua prefer&ecirc;ncia, n&atilde;o ideologicamente, mas como Ele, identificando-se com os pobres, vivendo como eles na precariedade da exist&ecirc;ncia cotidiana e na ren&uacute;ncia de todo o poder para se tornar irm&atilde;os e irm&atilde;s dos &uacute;ltimos, levando-lhes o testemunho da alegria do Evangelho e a express&atilde;o da caridade de Deus.<\/p>\n<p>Para viver o testemunho crist&atilde;o e os sinais do amor do Pai entre os pequenos e os pobres, os consagrados s&atilde;o chamados a promover, no servi&ccedil;o da miss&atilde;o, a presen&ccedil;a dos fi&eacute;is leigos. O Conc&iacute;lio Ecum&ecirc;nico Vaticano II afirmou: &laquo;Os leigos colaboram na obra de evangeliza&ccedil;&atilde;o da Igreja, participando como testemunhas e como instrumentos vivos da sua miss&atilde;o salv&iacute;fica&raquo; (AG, 41). &Eacute; necess&aacute;rio que os consagrados mission&aacute;rios se abram sempre mais corajosamente para aqueles que est&atilde;o dispostos a colaborar com eles, mesmo que por um tempo limitado, por uma experi&ecirc;ncia a campo. S&atilde;o irm&atilde;os e irm&atilde;s que desejam partilhar a voca&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria inerente ao Batismo. As casas e estruturas das miss&otilde;es s&atilde;o lugares naturais para o seu acolhimento e apoio humano, espiritual e apost&oacute;lico.<\/p>\n<p>As Institui&ccedil;&otilde;es e Obras mission&aacute;rias da Igreja est&atilde;o totalmente a servi&ccedil;o daqueles que n&atilde;o conhecem o Evangelho de Jesus. Para realizar de maneira eficaz esse objetivo, elas precisam dos carismas e do compromisso mission&aacute;rio dos consagrados, mas tamb&eacute;m os consagrados precisam de uma estrutura de servi&ccedil;o, express&atilde;o da solicitude do Bispo de Roma para garantir a koinonia, de modo que a colabora&ccedil;&atilde;o e a sinergia sejam partes integrantes do testemunho mission&aacute;rio. Jesus colocou a unidade dos disc&iacute;pulos como uma condi&ccedil;&atilde;o para que o mundo creia (cf. Jo 17, 21). Essa converg&ecirc;ncia n&atilde;o equivale a uma submiss&atilde;o jur&iacute;dico-organizacional a organismos institucionais ou a uma mortifica&ccedil;&atilde;o da fantasia do Esp&iacute;rito que inspira a diversidade, mas significa dar mais efic&aacute;cia &agrave; mensagem do Evangelho e promover a unidade de prop&oacute;sitos que &eacute; tamb&eacute;m fruto do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>A Obra Mission&aacute;ria do Sucessor de Pedro tem um horizonte apost&oacute;lico universal. Por isso precisa tamb&eacute;m dos muitos carismas da vida consagrada, para se dirigir ao vasto horizonte da evangeliza&ccedil;&atilde;o e ser capaz de garantir uma presen&ccedil;a adequada nas fronteiras e territ&oacute;rios alcan&ccedil;ados.<\/p>\n<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s, a paix&atilde;o do mission&aacute;rio &eacute; o Evangelho. S&atilde;o Paulo afirmou: &laquo;Ai de mim se eu n&atilde;o anunciar o Evangelho!&raquo; (1 Cor 9,16). O Evangelho &eacute; fonte de alegria, liberta&ccedil;&atilde;o e salva&ccedil;&atilde;o para todos os homens. A Igreja &eacute; consciente desse dom, por isso n&atilde;o se cansa de proclamar incessantemente a todos &laquo;o que era desde o princ&iacute;pio, o que ouvimos e o que vimos com os nossos olhos&raquo; (1 Jo 1,1). A miss&atilde;o dos servidores da Palavra &#8211; bispos, sacerdotes, religiosos e leigos &#8211; &eacute; colocar todos, sem exce&ccedil;&atilde;o, em rela&ccedil;&atilde;o pessoal com Cristo. No imenso campo da a&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria da Igreja, todo batizado &eacute; chamado a viver bem o seu compromisso, segundo a sua situa&ccedil;&atilde;o pessoal. Os consagrados e consagradas podem dar uma resposta generosa a essa voca&ccedil;&atilde;o universal a partir de uma intensa vida de ora&ccedil;&atilde;o e uni&atilde;o com o Senhor e com o seu sacrif&iacute;cio redentor.<\/p>\n<p>Confio a Maria, M&atilde;e da Igreja e modelo de missionariedade, todos aqueles que, ad gentes ou no pr&oacute;prio territ&oacute;rio, em todos os estados de vida, colaboram com o an&uacute;ncio do Evangelho e, de cora&ccedil;&atilde;o, concedo a cada um a B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica.<\/p>\n<p><em><br \/>Papa Francisco<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem2] &nbsp; Neste domingo, 18 de outubro, a Igreja celebra o Dia Mundial das Miss&otilde;es. 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