{"id":16435,"date":"2021-08-13T13:19:19","date_gmt":"2021-08-13T13:19:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/?p=16435"},"modified":"2021-08-13T13:43:51","modified_gmt":"2021-08-13T13:43:51","slug":"a-igreja-recorda-hoje-santa-dulce-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/a-igreja-recorda-hoje-santa-dulce-dos-pobres\/","title":{"rendered":"A Igreja recorda hoje Santa Dulce dos Pobres"},"content":{"rendered":"\n<p> Irm\u00e3 Dulce dos Pobres, tamb\u00e9m conhecida como \u201cAnjo bom da Bahia\u201d, tinha como lema \u201cAmar e Servir\u201d: fez da sua exist\u00eancia um instrumento vivo de f\u00e9, amor e servi\u00e7o aos indigentes e enfermos. <\/p>\n\n\n\n<p>__________________________<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na freguesia de Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo, em Salvador, Bahia, segunda filha do cirurgi\u00e3o dentista Augusto Lopes Pontes, professor de Odontologia, e Dona Dulce Maria de Souza. Foi batizada com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A menina era muito alegre, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predile\u00e7\u00e3o pelo futebol. De fato, era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time da classe oper\u00e1ria e exclu\u00eddos da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1921, aos sete anos, ficou \u00f3rf\u00e3 de sua m\u00e3e, falecida com apenas 26 anos de idade. No ano seguinte, junto com seus irm\u00e3os, Augusto e Dulcinha, fez a Primeira Comunh\u00e3o na igreja de Santo Ant\u00f4nio Al\u00e9m do Carmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 13 anos, gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia da sua fam\u00edlia e ao seu senso de justi\u00e7a, a jovenzinha passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando-a em um pequeno \u201ccentro de atendimento\u201d, que ficou conhecido como \u201cPortaria de S\u00e3o Francisco\u201d. Na \u00e9poca, ao visitar com sua tia, a periferia da cidade, bairros onde moravam os pobres e exclu\u00eddos, Maria Rita come\u00e7ou a manifestar, pela primeira vez, o desejo de dedicar-se \u00e0 vida religiosa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Irm\u00e3 Dulce e suas numerosas atividades<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 8 de fevereiro de 1933, ap\u00f3s sua formatura em Magist\u00e9rio, Maria Rita entrou para a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s Mission\u00e1rias da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus, em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, Sergipe, onde recebeu o h\u00e1bito religioso, mudando seu nome para Irm\u00e3 Dulce, em homenagem \u00e0 sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira miss\u00e3o de Irm\u00e3 Dulce como religiosa foi ensinar em um col\u00e9gio, mantido pela sua Congrega\u00e7\u00e3o, no bairro da Massaranduba, Cidade Baixa de Salvador. Mas, seu pensamento estava sempre voltado para o trabalho com os pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1935, come\u00e7ou a dar assist\u00eancia \u00e0 comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas no bairro de Itapagipe, onde moravam numerosos trabalhadores. Ali, deu in\u00edcio a um posto m\u00e9dico, que, em 1936, se tornou \u201cUni\u00e3o Oper\u00e1ria S\u00e3o Francisco\u201d, a primeira organiza\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica do estado, que, depois, se transformou em \u201cC\u00edrculo Oper\u00e1rio da Bahia\u201d, fundado em 1937, com Frei Hildebrando Kruthaup. Dois anos depois, Irm\u00e3 Dulce inaugurou o \u201cCol\u00e9gio Santo Ant\u00f4nio\u201d, uma escola p\u00fablica para oper\u00e1rios e seus filhos, no bairro da Massaranduba.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2021\/08\/13\/IRMA-DULCE.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Irm\u00e3 Dulce encontra Irm\u00e3 Teresa de Calcut\u00e1\"\/><figcaption> <br>Irm\u00e3 Dulce encontra Irm\u00e3 Teresa de Calcut\u00e1 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A causa da Canoniza\u00e7\u00e3o de Irm\u00e3 Dulce teve in\u00edcio em janeiro de 2000. Seus restos mortais, que, desde 1992 &#8211; ano de seu falecimento \u2013 jaziam na igreja da Concei\u00e7\u00e3o da Praia, foram transladados para a Capela do Convento Santo Ant\u00f4nio, sede das Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce (OSID), em Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>A Congrega\u00e7\u00e3o das Causa dos Santos, ap\u00f3s a&nbsp;<em>Positio<\/em>, documento can\u00f4nico sobre os dados biogr\u00e1ficos, virtudes e testemunhos do processo de canoniza\u00e7\u00e3o, definiu a santa \u201cMadre Teresa do Brasil\u201d como a \u201cMadre Teresa de Calcut\u00e1\u201d, \u201cconforto para os pobres e exame de consci\u00eancia para os ricos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 9 de junho de 2010, deu-se a exuma\u00e7\u00e3o e translado das rel\u00edquias da Irm\u00e3 Dulce para a Capela definitiva, na Igreja da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus, hoje, Santu\u00e1rio Santa Dulce dos Pobres, situado ao lado da sede da OSID (Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce), lugar onde a santa havia fundado o C\u00edrculo Oper\u00e1rio da Bahia, na d\u00e9cada de 40. Ali, se encontra o t\u00famulo da M\u00e3e dos Pobres, lugar de devo\u00e7\u00e3o e f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2019, por ocasi\u00e3o da sua Canoniza\u00e7\u00e3o, presidida pelo Papa Francisco, o local foi reformado, ganhando um t\u00famulo de vidro com uma ef\u00edgie, em tamanho real, da Santa Dulce dos Pobres.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/multimedia\/2019\/10\/24\/Missa-Arena-Fonte-Nova-Santa-Dulce-dos-Pobres-Fotos-Emilly-Lima-12aem.jpg\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"Celebra\u00e7\u00e3o em hora a Santa Dulce dos Pobres, Salvador, Bahia, 20\/10\/19  \"\/><figcaption><br>Celebra\u00e7\u00e3o em hora a Santa Dulce dos Pobres, Salvador, Bahia, 20\/10\/19<br><br><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Santa Dulce dos Pobres<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Senhor nosso Deus, lembrados de vossa filha, a santa Dulce dos Pobres,\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>cujo cora\u00e7\u00e3o ardia de amor por v\u00f3s e pelos irm\u00e3os,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>particularmente os pobres e exclu\u00eddos, n\u00f3s vos pedimos:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>dai-nos id\u00eantico amor pelos necessitados;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>renovai nossa f\u00e9 e nossa esperan\u00e7a e concedei-nos,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a exemplo desta vossa filha,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>viver como irm\u00e3os, buscando diariamente a santidade,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>para sermos aut\u00eanticos disc\u00edpulos mission\u00e1rios de vosso filho Jesus.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Am\u00e9m.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Vatican News<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irm\u00e3 Dulce dos Pobres, tamb\u00e9m conhecida como \u201cAnjo bom da Bahia\u201d, tinha como lema \u201cAmar e Servir\u201d: fez da sua exist\u00eancia um instrumento vivo de f\u00e9, amor e servi\u00e7o aos indigentes e enfermos&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16439,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16435"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16435"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16435\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16444,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16435\/revisions\/16444"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}