{"id":1616,"date":"2015-10-27T00:00:00","date_gmt":"2015-10-27T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/dnj-30-anos\/"},"modified":"2015-10-27T00:00:00","modified_gmt":"2015-10-27T00:00:00","slug":"dnj-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/dnj-30-anos\/","title":{"rendered":"DNJ &#8211; 30 anos"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: left;\"><em><strong>[imagem2]<\/strong><\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><em><strong>CHEGANDO AOS 30,&nbsp;<\/strong><strong>A VIDA AINDA COME&Ccedil;A<\/strong><\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Pe. Hil&aacute;rio Dick, sj<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A&iacute; c&ecirc; me pede pra falar dos 30 anos do Dia Nacional da Juventude (DNJ)&hellip; Muitos anos, muitos caminhos, n&atilde;o acha? Quem j&aacute; era nascido ent&atilde;o? Se eu j&aacute; tinha 48 anos, voc&ecirc;s nem na imagina&ccedil;&atilde;o&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Mas sim. Fale. Por qu&ecirc;? Quando? E outras coisas&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A&iacute; vamos. 1985, esta &eacute; uma data. A juventude incomodando de novo porque incomodara muito no Maio de 1968, 47 anos atr&aacute;s, tempo do seu v&ocirc;. O Brasil saindo da ditadura de mais de 20 anos; grandes mobiliza&ccedil;&otilde;es querendo participa&ccedil;&atilde;o do povo, juventude levantando a cabe&ccedil;a. E a ONU declara:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; 1985, Ano Internacional da Juventude!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Globo (veja s&oacute; quem&hellip;) investe num encontr&atilde;o de milh&otilde;es de jovens no Rio para cantar, dan&ccedil;ar, fumar, ouvir estrangeiros, mas nada de discuss&atilde;o de jovens ou sobre juventude. Seria o Ano Internacional da Juventude&hellip; Os jovens da Pastoral da Juventude com milhares de grupos articulados (no meu Estado havia mais de 4 mil grupos articulados), olhando firme para o Brasil, decidem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Com todos estes grupos espalhados pelo Brasil, n&oacute;s &eacute; que vamos celebrar o AIJ&hellip; E foi. E decidiram. Nas par&oacute;quias, dioceses, regionais; com cartazes, muitas camisetas, pain&eacute;is de metros e mais metros (ai como me lembro!), cantos, temas, subs&iacute;dios, teatros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Temas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Sociedade nova (1985), terra, &iacute;ndio (1988), ecologia (1992), educa&ccedil;&atilde;o (1989), trabalho, AIDS (1993), tudo na reza, tudo com as m&atilde;os na realidade e n&atilde;o s&oacute; no peito fazendo sinais da cruz&hellip; &ldquo;Quero ver o novo no poder&rdquo; (1996) &ndash; &ldquo;Nas asas da esperan&ccedil;a gestamos a mudan&ccedil;a&rdquo; (1998) &ndash; &ldquo;Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas para a Juventude&rdquo; (2001 a 2006) &ndash; &ldquo;Contra o exterm&iacute;nio da juventude, na luta pela vida&rdquo; (2009), tanta coisa&hellip; E n&atilde;o era de brincar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Muito jovem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Muito. Dif&iacute;cil de contar. Em S&atilde;o Paulo, no Maranh&atilde;o, nas Amazonas, no Paran&aacute;, mais de 20 mil em Timb&oacute;, mais de 40 mil em Passo Fundo, mais de 50 mil em Santa Cruz, em tantos lugares, em tudo que &eacute; canto&hellip; Jesus! Que beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Verdade? Exagero&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Exagero, nada. Pergunte os que estavam, antes que fiquem velhos e velhas demais, os que contavam os &ocirc;nibus, os que viam a massa naqueles campos de futebol, os que estavam nas curvas desejando boas vindas, naquelas pra&ccedil;as, naquela oktoberfest lotada, naqueles espa&ccedil;os enormes com bandeiras, barracas enormes. Era jovem de todo canto com suas alegrias e cantorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E bispos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre alguns. Poucos, porque tinham muito trabalho. Alguns vibrando, outros meio desconfiados. Padres? Bem mais. Bonito ver as celebra&ccedil;&otilde;es com cantorias de arrepiar, com tudo de direito. E n&atilde;o era s&oacute; &ldquo;viva Jesus&rdquo; nem s&oacute; &ldquo;santa marias&rdquo;, era isso e era grito de sonhos, de lutas, de direitos, de reclama&ccedil;&otilde;es. Era reza com m&atilde;os na terra, olhando para os sonhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E isso foi indo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Foi indo e mais indo e ao p&eacute; de certa figueira, aparecem algumas nuvens mais fortes. Ano muito forte foi o de 2007 onde aparece o melhor documento sobre a evangeliza&ccedil;&atilde;o da juventude, mas tamb&eacute;m suas contradi&ccedil;&otilde;es. Quantos bispos leram este documento? Parece que s&oacute; fala de Setor e o resto n&atilde;o interessa. A&iacute; vem alguma tristura tamb&eacute;m para o que devia ser e era o DNJ porque, por vezes, as igrejas e autoridades t&ecirc;m medo destas coisas de juventude reclamando pelo direito de ser. E eles, com poder, sem muitas perguntas, foram proibindo, dificultando aos poucos, impondo, querendo coisas mais &ldquo;piedosas&rdquo;. Ainda falam de protagonismo, mas l&aacute; por tr&aacute;s ficam tomando conta do lugar do jovem porque &eacute; preciso ortodoxia, &eacute; preciso cuidado, n&atilde;o se pode incomodar os &ldquo;endinheirados&rdquo; e outros pensamentos que nem se dizem alto&hellip;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Falar mais de Jesus?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Sim, de um jeito que n&atilde;o &eacute; bem o de Nazar&eacute;, mas falar de Jesus. Acham bonito que haja aleluias, choros, esquecimento das nuvens escuras do social, muita dan&ccedil;a, muito abra&ccedil;o deixando para os cantos os compromissos com as ra&ccedil;as, os exterminados, as negritudes, as pobrezas e os que se amontoam nas periferias. Na quest&atilde;o de g&ecirc;nero, nem pensar. E o ano de 1989, ano da queda do Muro de Berlim e da supera&ccedil;&atilde;o de alguns medos morais, j&aacute; passara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Certa tristezinha, n&eacute;?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Certa, sim. A falta de profecia, de pegar os problemas sociais nas m&atilde;os, fazendo com que n&atilde;o se vejam as infelicidades, as viol&ecirc;ncias, as corrup&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; de uns, tamb&eacute;m das igrejas, as crueldades com a mulher, os meninos e meninas em busca de sua identidade, a deixa&ccedil;&atilde;o de lado dos pobres, das ro&ccedil;as, dos &iacute;ndios, dos que vivem de desejar. D&oacute;i. D&oacute;i ver que se tem raiva do pobre e de quem tem carinho com os preferidos de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E a festa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pois, pois. Aprendemos que a vida, tamb&eacute;m a vida da hist&oacute;ria dos 30 anos do DNJ, que a vida &eacute; uma sopa de misturan&ccedil;a de alegrias, esperan&ccedil;as, festas e choros, gritos, e lutas. O DNJ n&atilde;o foi fundado para rezar, est&aacute; claro, mas assusta; foi fundado para que os jovens de f&eacute; mostrassem aos jovens que n&atilde;o tiveram ainda a gra&ccedil;a de encontrarem um sentido divino de viver, que a vida &eacute; bonita, sim. No jovem se devem encontrar<em> Juventude e Miss&atilde;o<\/em>, ouvindo aquele de Nazar&eacute; dizer:<em> levante-se, seja fermento!<\/em> Mais ainda: aprender que fomos feitos para sermos livres, n&atilde;o escravos, nem submissos, nem dependentes, mas protagonistas, donos e donas de nossa caminhada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; DNJ &eacute; isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; DNJ &eacute; caminhada, &eacute; concentra&ccedil;&atilde;o, &eacute; romaria nalgum lugar, &eacute; deixar a internet de lado por um tanto, &eacute; olhar para os lados e n&atilde;o ver s&oacute; celular, com muito jovem, muita bandeira, muito canto, encena&ccedil;&otilde;es, celebra&ccedil;&otilde;es, diversas delega&ccedil;&otilde;es com camisetas gritando coisas, com hinos, com bon&eacute;s espec&iacute;ficos, com coisas para vender, com visitas a serem feitas nos espa&ccedil;os, com grupos musicais e cantores cantando n&atilde;o s&oacute; coisas de c&eacute;u; &eacute; saber ser irm&atilde;o e irm&atilde; e n&atilde;o exploradores\/as de sentimentos, &eacute; palco, &eacute; grupo que anima e &eacute; muito jovem caminhando, cantando, ouvindo, todos girando em torno de uma sociedade que deve ser festa de todos, n&atilde;o dos mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: PJ<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem2] &nbsp; CHEGANDO AOS 30,&nbsp;A VIDA AINDA COME&Ccedil;A Pe. 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