{"id":15441,"date":"2021-03-04T11:55:11","date_gmt":"2021-03-04T11:55:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/?p=15441"},"modified":"2021-03-04T11:59:55","modified_gmt":"2021-03-04T11:59:55","slug":"oracao-juventude-e-feminicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/oracao-juventude-e-feminicidio\/","title":{"rendered":"Ora\u00e7\u00e3o &#8211; Juventude e Feminic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:center\"><strong>\u201cN\u00e3o sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que<br> as correntes dela sejam diferentes das minhas.&#8221;<\/strong> (Marielle Franco)<\/p>\n\n\n\n<p> Hoje \u00e9 o dia que a Fam\u00edlia Salvatoriana e comunidades se unem para juntos rezar as diferentes realidades juvenis. Nesta primeira quinta-feira (04) do m\u00eas de mar\u00e7o, as Comunidades Salvatorianas s\u00e3o convidadas a rezar pelas mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p> Como diz os movimentos de mulheres: <strong>\u201ca cada duas horas no Brasil, um girassol a menos\u201d<\/strong>. Quando as mulheres n\u00e3o aceitam os pap\u00e9is atribu\u00eddos a elas, s\u00e3o vitimadas, violentadas, perdendo at\u00e9 a pr\u00f3pria vida. Realidade vivida por milhares de mulheres brasileiras, que vivem em um dos pa\u00edses mais violentos do mundo com crimes praticados contra as mesmas, como viol\u00eancia sexual, f\u00edsica, psicol\u00f3gica e patrimonial, tendo como causador principal, aquele que devia proteg\u00ea-la e resguarda-la. <\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil foi um dos \u00faltimos pa\u00edses da\nAm\u00e9rica latina a tipificar criminalmente a viol\u00eancia dom\u00e9stica. Apenas em 2015\nfoi sancionada a lei n\u00ba 13.104\/2015, conhecida como lei do feminic\u00eddio, reconhecendo-o\ncomo um crime de \u00f3dio, tendo como caracter\u00edstica central a avers\u00e3o \u00e0s mulheres (misoginia),\npois normalmente \u00e9 cometido com requintes de crueldade. O Brasil \u00e9 o 5\u00ba Pa\u00eds\nque mais mata mulheres no mundo. A cada duas horas, uma mulher \u00e9 assassinada no Brasil, e as\nnegras s\u00e3o as que mais morrem. &nbsp;Desde que\na Lei do Feminic\u00eddio entrou em vigor, o registro de casos subiu 62,7% no pa\u00eds,\ne a pandemia do Covid-19 chegou para agravar ainda mais esta situa\u00e7\u00e3o, com o\nisolamento social as mulheres foram obrigadas a conviver mais tempo com os seus\nagressores. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa do F\u00f3rum Brasileiro de\nSeguran\u00e7a P\u00fablica realizada em 2020, apontou um crescimento de casos de quase\n2% somente no primeiro semestre, e em alguns Estados do Brasil entre mar\u00e7o e\nabril, houve aumento de 22,2% em casos de feminic\u00eddio, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo\nper\u00edodo de 2019; 90% dessas mulheres foram vitimadas pelo companheiro ou ex-companheiro.\nDe acordo com o Instituto sou da Paz, o feminic\u00eddio tem sido observado em todas\nas faixas et\u00e1rias, no entanto a mais atingida \u00e9 entre 25 e 29 anos. <\/p>\n\n\n\n<p>Fazer recorte na quest\u00e3o de g\u00eanero,\nespecificando a quest\u00e3o da mulher \u00e9 um grande desafio no acompanhamento aos\ngrupos juvenis, tendo em vista que vivemos em uma sociedade patriarcal,\nmachista e racista, que a cada dia inferioriza o ser feminino nos espa\u00e7os\nocupados, ou que pelo menos deveriam ser ocupados por mulheres. Embora ao longo\ndos anos se tenha percebido algumas modifica\u00e7\u00f5es no constituir das rela\u00e7\u00f5es\nentre homens e mulheres, ainda se sobrep\u00f5e o poder masculino ao ser e fazer\nfeminino. \u00c9 preciso perceber a desigualdade de g\u00eanero que perpassa h\u00e1 s\u00e9culos\npela constru\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es, e suas mazelas cravadas no imagin\u00e1rio feminino,\nque foram sendo ditas como verdades em que a mulher, pelo fato de ser mulher,\nj\u00e1 \u00e9 um ser inferior, tal pensamento dificulta cada vez mais \u00e0s mulheres se\nreconhecerem como protagonistas de sua hist\u00f3ria, com suas causas e lutas. <\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa realidade, somos convocadas a mudar uma narrativa milenar, em vista da emancipa\u00e7\u00e3o da vida das mulheres na Igreja e na sociedade, partindo da condi\u00e7\u00e3o da qual seus corpos habitam. \u00c9 urgente estabelecermos novas formas de rela\u00e7\u00e3o onde a vida do ser humano, independente do g\u00eanero, tenha o mesmo valor em liberdade, dignidade e direitos.\u00a0 <strong>As vidas das mulheres importam!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vamos juntos rezar pelos nossos jovens:\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\n\nConfira tamb\u00e9m outras ora\u00e7\u00f5es pelas Juventudes \u2013&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas.&#8221; (Marielle Franco) Hoje \u00e9 o dia que a Fam\u00edlia Salvatoriana e comunidades se unem para juntos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15442,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,39],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15441"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15441"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15441\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15451,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15441\/revisions\/15451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}