{"id":14625,"date":"2020-10-04T13:01:37","date_gmt":"2020-10-04T13:01:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/?p=14625"},"modified":"2020-10-04T13:12:51","modified_gmt":"2020-10-04T13:12:51","slug":"publicada-fratelli-tutti-a-enciclica-social-do-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/publicada-fratelli-tutti-a-enciclica-social-do-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Publicada \u201cFratelli tutti\u201d, a Enc\u00edclica social do Papa Francisco"},"content":{"rendered":"\n<p> Na conclus\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o mariana do&nbsp;<em>Angelus<\/em>&nbsp;deste domingo, 4 de outubro de 2020, o Papa Francisco lan\u00e7ou oficialmente a terceira enc\u00edclica de seu pontificado,&nbsp;<em>Fratelli Tutti&nbsp;<\/em>(Todos irm\u00e3os). Uma enc\u00edclica \u00e9 um documento do Papa habitualmente dirigido a todas as pessoas de bem, crentes ou n\u00e3o crentes, e esta, a 299\u00aa da hist\u00f3ria da Igreja Cat\u00f3lica, <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"assinada (abre em uma nova aba)\" href=\"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/no-tumulo-de-sao-francisco-o-papa-assina-a-sua-terceira-enciclica-fratelli-tutti-que-sera-apresentada-no-domingo-4-de-outubro\/\" target=\"_blank\">assinada<\/a> ontem, 03 de outubro, sobre o altar do t\u00famulo de S\u00e3o Francisco, em Assis.  <\/p>\n\n\n\n<p>Quais s\u00e3o os grandes ideais mas tamb\u00e9m os caminhos concretos para aqueles que querem construir um mundo mais justo e fraterno nas suas rela\u00e7\u00f5es quotidianas, na vida social, na pol\u00edtica e nas institui\u00e7\u00f5es? Esta \u00e9 a pergunta \u00e0 qual pretende responder, principalmente, <strong><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"\u201cFratelli tutti\u201d (abre em uma nova aba)\">\u201cFratelli tutti\u201d<\/a><\/strong>: o Papa define-a como uma <strong>\u201cEnc\u00edclica Social\u201d <\/strong>(6) que toma o seu t\u00edtulo das \u201cAdmoesta\u00e7\u00f5es\u201d de S\u00e3o Francisco de Assis, que usava essas palavras \u201cpara se dirigir a todos os irm\u00e3os e irm\u00e3s e lhes propor uma forma de vida com sabor do Evangelho\u201d (1). A Enc\u00edclica tem como objetivo promover uma aspira\u00e7\u00e3o mundial \u00e0 fraternidade e \u00e0 amizade social. No pano de fundo, h\u00e1 a pandemia da Covid-19 que \u2013 revela Francisco \u2013 \u201cirrompeu de forma inesperada quando eu estava escrevendo esta carta\u201d. Mas a emerg\u00eancia sanit\u00e1ria global mostrou que \u201cningu\u00e9m se salva sozinho\u201d e que chegou realmente o momento de \u201csonhar como uma \u00fanica humanidade\u201d, na qual somos \u201ctodos irm\u00e3os\u201d. (7-8).<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro de oito cap\u00edtulos, intitulado&nbsp;<strong>\u201cAs sombras dum mundo fechado\u201d<\/strong>,&nbsp;o documento debru\u00e7a-se sobre as muitas distor\u00e7\u00f5es da \u00e9poca contempor\u00e2nea: a manipula\u00e7\u00e3o e a deforma\u00e7\u00e3o de conceitos como democracia, liberdade, justi\u00e7a; o ego\u00edsmo e a falta de interesse pelo bem comum; a preval\u00eancia de uma l\u00f3gica de mercado baseada no lucro e na cultura do descarte; o desemprego, o racismo, a pobreza; a desigualdade de direitos e as suas aberra\u00e7\u00f5es como a escravatura, o tr\u00e1fico de pessoas, as mulheres subjugadas e depois for\u00e7adas a abortar, o tr\u00e1fico de \u00f3rg\u00e3os (10-24). Estes s\u00e3o problemas globais que requerem a\u00e7\u00f5es globais, sublinha o Papa, apontando o dedo tamb\u00e9m contra uma \u201ccultura de muros\u201d que favorece a prolifera\u00e7\u00e3o de m\u00e1fias, alimentadas pelo medo e pela solid\u00e3o (27-28).<\/p>\n\n\n\n<p>A muitas sombras, por\u00e9m, a Enc\u00edclica responde com um exemplo luminoso, o do bom samaritano, a quem \u00e9 dedicado o segundo cap\u00edtulo,\u00a0<strong>\u201cUm estranho no caminho\u201d<\/strong>. Nele, o Papa assinala que, numa sociedade doente que vira as costas \u00e0 dor e \u00e9 \u201canalfabeta\u201d no cuidado dos mais fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis (64-65), somos todos chamados a estar pr\u00f3ximos uns dos outros (81), superando preconceitos e interesses pessoais. De fato, todos n\u00f3s somos correspons\u00e1veis na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade que saiba incluir, integrar e levantar aqueles que sofrem (77). O amor constr\u00f3i pontes e n\u00f3s \u201csomos feitos para o amor\u201d (88), acrescenta o Papa, exortando em particular os crist\u00e3os a reconhecerem Cristo no rosto de cada pessoa exclu\u00edda (85). O princ\u00edpio da capacidade de amar segundo \u201cuma dimens\u00e3o universal\u201d (83) \u00e9 tamb\u00e9m retomado no terceiro cap\u00edtulo, <strong>\u201cPensar e gerar um mundo aberto\u201d<\/strong>: nele, Francisco exorta cada um de n\u00f3s a \u201csair de si mesmo\u201d para encontrar nos outros \u201cum acrescentamento de ser\u201d (88), abrindo-nos ao pr\u00f3ximo segundo o dinamismo da caridade que nos faz tender para a \u201ccomunh\u00e3o universal\u201d (95). Afinal \u2013 recorda a Enc\u00edclica \u2013 a estatura espiritual da vida humana \u00e9 medida pelo amor que nos leva a procurar o melhor para a vida do outro (92-93). O sentido da solidariedade e da fraternidade nasce nas fam\u00edlias que devem ser protegidas e respeitadas na sua \u201cmiss\u00e3o educativa prim\u00e1ria e imprescind\u00edvel\u201d (114).<\/p>\n\n\n\n<p>O direito a viver com dignidade n\u00e3o pode ser negado a ningu\u00e9m, afirma ainda o Papa, e uma vez que os direitos s\u00e3o sem fronteiras, ningu\u00e9m pode ser exclu\u00eddo, independentemente do local onde nasceu (121). Deste ponto de vista, o Papa lembra tamb\u00e9m que \u00e9 preciso pensar numa \u201c\u00e9tica das rela\u00e7\u00f5es internacionais\u201d (126), porque cada pa\u00eds \u00e9 tamb\u00e9m do estrangeiro e os bens do territ\u00f3rio n\u00e3o podem ser negados \u00e0queles que t\u00eam necessidade e v\u00eam de outro lugar. O direito natural \u00e0 propriedade privada ser\u00e1, portanto, secund\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do destino universal dos bens criados (120). A Enc\u00edclica tamb\u00e9m coloca uma \u00eanfase espec\u00edfica na quest\u00e3o da d\u00edvida externa: embora se mantenha o princ\u00edpio de que toda a d\u00edvida legitimamente contra\u00edda deve ser paga, espera-se, no entanto, que isto n\u00e3o comprometa o crescimento e a subsist\u00eancia dos pa\u00edses mais pobres (126).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tema das migra\u00e7\u00f5es \u00e9, ao inv\u00e9s, dedicado em parte o segundo e todo o quarto cap\u00edtulo,&nbsp;<strong>\u201cUm cora\u00e7\u00e3o aberto ao mundo inteiro\u201d<\/strong>: com as suas \u201cvidas dilaceradas\u201d (37), em fuga das guerras, persegui\u00e7\u00f5es, cat\u00e1strofes naturais, traficantes sem escr\u00fapulos, arrancados das suas comunidades de origem, os migrantes devem ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados. Nos pa\u00edses destinat\u00e1rios, o justo equil\u00edbrio ser\u00e1 entre a prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos cidad\u00e3os e a garantia de acolhimento e assist\u00eancia aos migrantes (38-40). Especificamente, o Papa aponta algumas \u201crespostas indispens\u00e1veis\u201d especialmente para aqueles que fogem de \u201cgraves crises humanit\u00e1rias\u201d: incrementar e simplificar a concess\u00e3o de vistos; abrir corredores humanit\u00e1rios; oferecer alojamento, seguran\u00e7a e servi\u00e7os essenciais; oferecer possibilidade de trabalho e forma\u00e7\u00e3o; favorecer a reunifica\u00e7\u00e3o familiar; proteger os menores; garantir a liberdade religiosa. O que \u00e9 necess\u00e1rio acima de tudo\u201d \u2013 l\u00ea-se no documento -, \u00e9 uma legisla\u00e7\u00e3o (<em>go\u00advernance)&nbsp;<\/em>global para as migra\u00e7\u00f5es que inicie projetos a longo prazo, indo al\u00e9m das emerg\u00eancias individuais, em nome de um desenvolvimento solid\u00e1rio de todos os povos (129-132).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema do quinto cap\u00edtulo \u00e9 <strong>\u201cA pol\u00edtica melhor\u201d<\/strong>, ou seja, a que representa uma das formas mais preciosas da caridade porque est\u00e1 ao servi\u00e7o do bem comum (180) e conhece a import\u00e2ncia do povo, entendido como uma categoria aberta, dispon\u00edvel ao confronto e ao di\u00e1logo (160). Este \u00e9 o popularismo indicado por Francisco, que se contrap\u00f5e ao \u201cpopulismo\u201d que ignora a legitimidade da no\u00e7\u00e3o de \u201cpovo\u201d, atraindo consensos a fim de instrumentalizar ao servi\u00e7o do seu projeto pessoal (159). Mas a melhor pol\u00edtica \u00e9 tamb\u00e9m a que protege o trabalho, \u201cuma dimens\u00e3o indispens\u00e1vel da vida social\u201d e procura assegurar que cada um tenha a possibilidade de desenvolver as suas pr\u00f3prias capacidades (162). A verdadeira estrat\u00e9gia contra a pobreza, afirma a Enc\u00edclica, n\u00e3o visa simplesmente a conter os necessitados, mas a promov\u00ea-los na perspectiva da solidariedade e da subsidiariedade (187). A tarefa da pol\u00edtica, al\u00e9m disso, \u00e9 encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para tudo o que atenta contra os direitos humanos fundamentais, tais como a exclus\u00e3o social; tr\u00e1fico de \u00f3rg\u00e3os, e tecidos humanos, armas e drogas; explora\u00e7\u00e3o sexual; trabalho escravo; terrorismo e crime organizado. Forte o apelo do Papa para eliminar definitivamente o tr\u00e1fico de seres humanos, \u201cvergonha para a humanidade\u201d, e a fome, porque \u00e9 \u201ccriminosa\u201d porque a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cum direito inalien\u00e1vel\u201d (188-189).<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica da qual h\u00e1 necessidade, sublinha ainda Francisco, \u00e9 aquela centrada na dignidade humana e que n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 finan\u00e7a porque \u201co mercado por si s\u00f3, n\u00e3o resolve tudo\u201d: os \u201cestragos\u201d provocados pela especula\u00e7\u00e3o financeira mostraram-no (168). Assumem, portanto, particular relev\u00e2ncia os movimentos populares: verdadeiros \u201ctorrentes de energia moral\u201d, devem ser envolvidos na sociedade, de uma forma coordenada. Desta forma \u2013 afirma o Papa -, pode-se passar de uma pol\u00edtica \u201cpara\u201d os pobres para uma pol\u00edtica \u201ccom\u201d e \u201cdos\u201d pobres (169). Outro desejo presente na Enc\u00edclica diz respeito \u00e0 reforma da ONU: perante o predom\u00ednio da dimens\u00e3o econ\u00f4mica, de fato, a tarefa das Na\u00e7\u00f5es Unidas ser\u00e1 dar uma real concretiza\u00e7\u00e3o ao conceito de \u201cfam\u00edlia de na\u00e7\u00f5es\u201d, trabalhando para o bem comum, a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. Recorrendo incansavelmente \u00e0 \u201cnegocia\u00e7\u00e3o, aos mediadores e \u00e0 arbitragem\u201d \u2013 afirma o documento pontif\u00edcio \u2013 a ONU deve promover a for\u00e7a da lei sobre a lei da for\u00e7a (173-175).<\/p>\n\n\n\n<p>Do sexto cap\u00edtulo, <strong>\u201cDi\u00e1logo e amizade social\u201d<\/strong>, emerge tamb\u00e9m o conceito de vida como \u201ca arte do encontro\u201d com todos, tamb\u00e9m com as periferias do mundo e com os povos originais, porque \u201cde todos se pode aprender alguma coisa, nin\u00adgu\u00e9m \u00e9 in\u00fatil, ningu\u00e9m \u00e9 sup\u00e9rfluo\u201d (215). Particular, ent\u00e3o, a refer\u00eancia do Papa ao \u201cmilagre da amabilidade\u201d, uma atitude a ser recuperada porque \u00e9 \u201cuma estrela na escurid\u00e3o\u201d e uma \u201cliberta\u00e7\u00e3o da crueldade, da ansiedade que n\u00e3o nos deixa pensar nos outros, da urg\u00eancia distra\u00edda\u201d que prevalecem em \u00e9poca contempor\u00e2nea (222-224). Reflete sobre o valor e a promo\u00e7\u00e3o da paz, o s\u00e9timo cap\u00edtulo, intitulado <strong>\u201cPercursos dum novo encontro\u201d<\/strong>, no qual o Papa sublinha que a paz \u00e9 \u201cproativa\u201d e visa formar uma sociedade baseada no servi\u00e7o aos outros e na busca da reconcilia\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento m\u00fatuo. A paz \u00e9 uma \u201carte\u201d em que cada um deve desempenhar o seu papel e cuja tarefa nunca termina (227-232). Ligado \u00e0 paz est\u00e1 o perd\u00e3o: devemos amar todos sem exce\u00e7\u00e3o \u2013 l\u00ea-se na Enc\u00edclica -, mas amar um opressor significa ajud\u00e1-lo a mudar e n\u00e3o permitir que ele continue a oprimir o seu pr\u00f3ximo (241-242). Perd\u00e3o n\u00e3o significa impunidade, mas justi\u00e7a e mem\u00f3ria, porque perdoar n\u00e3o significa esquecer, mas renunciar \u00e0 for\u00e7a destrutiva do mal e da vingan\u00e7a. Nunca esquecer \u201chorrores\u201d como a Shoah, os bombardeamentos at\u00f3micos em Hiroshima e Nagasaki, persegui\u00e7\u00f5es e massacres \u00e9tnicos \u2013 exorta o Papa \u2013 devem ser sempre recordados, novamente, para n\u00e3o nos anestesiarmos e manterem viva a chama da consci\u00eancia coletiva. E tamb\u00e9m \u00e9 importante fazer mem\u00f3ria do bem. (246-252).<\/p>\n\n\n\n<p>Parte do s\u00e9timo cap\u00edtulo se det\u00e9m, ent\u00e3o, sobre a guerra: <strong>\u201cuma amea\u00e7a constante\u201d<\/strong>, que representa a \u201cnega\u00e7\u00e3o de todos os direitos\u201d, \u201co fracasso da pol\u00edtica e da humanidade\u201d, \u201ca vergonhosa rendi\u00e7\u00e3o \u00e0s for\u00e7as do mal\u201d. Al\u00e9m disso, devido \u00e0s armas nucleares, qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas que afetam muitos civis inocentes, hoje j\u00e1 n\u00e3o podemos pensar, como no passado, numa poss\u00edvel \u201cguerra justa\u201d, mas temos de reafirmar fortemente \u201cNunca mais a guerra! A elimina\u00e7\u00e3o total das armas nucleares \u00e9 \u201cum imperativo moral e humanit\u00e1rio\u201d; em vez disso \u2013 sugere o Papa \u2013 com o dinheiro do armamento deveria ser criado um Fundo Mundial para acabar de vez com a fome (255-262). Francisco expressa uma posi\u00e7\u00e3o igualmente clara sobre a pena de morte: \u00e9 inadmiss\u00edvel e deve ser abolida em todo o mundo. \u201cO homicida n\u00e3o perde a sua dignidade pessoal \u2013 escreve o Papa \u2013 e o pr\u00f3prio Deus Se constitui seu garante\u201d (263-269). Ao mesmo tempo, a necessidade de respeitar \u201ca sacralidade da vida\u201d (283) \u00e9 reafirmada onde \u201cpartes da humanidade parecem sacrific\u00e1veis \u201c, tais como os nascituros, os pobres, os deficientes, os idosos (18).<\/p>\n\n\n\n<p>No oitavo e \u00faltimo cap\u00edtulo, o Pont\u00edfice se det\u00e9m sobre <strong>\u201cReligi\u00f5es ao servi\u00e7o da fraternidade no mundo\u201d<\/strong> e reitera que o terrorismo n\u00e3o se deve \u00e0 religi\u00e3o, mas a interpreta\u00e7\u00f5es erradas de textos religiosos, bem como a pol\u00edticas de fome, pobreza, injusti\u00e7a e opress\u00e3o (282-283). Um caminho de paz entre a religi\u00f5es \u00e9, portanto, poss\u00edvel; por isso, \u00e9 necess\u00e1rio garantir a liberdade religiosa, direito humano fundamental para todos os crentes (279). Uma reflex\u00e3o, em particular, a Enc\u00edclica&nbsp; faz sobre o papel da Igreja: ela n\u00e3o relega a sua miss\u00e3o \u00e0 esfera privada e, embora n\u00e3o fazendo pol\u00edtica, n\u00e3o renuncia \u00e0 dimens\u00e3o pol\u00edtica da exist\u00eancia, \u00e0 aten\u00e7\u00e3o ao bem comum e \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o pelo desenvolvimento humano integral, segundo os princ\u00edpios evang\u00e9licos (276-278).<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, Francisco cita o \u201cDocumento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da conviv\u00eancia comum\u201d, assinado por ele mesmo em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi, junto com o Grande Im\u00e3 de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyib: desta pedra miliar do di\u00e1logo inter-religioso, o Pont\u00edfice retoma o apelo para que, em nome da fraternidade humana, o di\u00e1logo seja adoptado como caminho, a colabora\u00e7\u00e3o comum como conduta, e o conhecimento m\u00fatuo como m\u00e9todo e crit\u00e9rio (285).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia a Integra da Enc\u00edclica&nbsp;<\/strong><em><strong>Fratelli Tutti:<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte: <\/strong>VaticanNews<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na conclus\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o mariana do&nbsp;Angelus&nbsp;deste domingo, 4 de outubro de 2020, o Papa Francisco lan\u00e7ou oficialmente a terceira enc\u00edclica de seu pontificado,&nbsp;Fratelli Tutti&nbsp;(Todos irm\u00e3os). 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