{"id":145,"date":"2018-01-25T00:00:00","date_gmt":"2018-01-25T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mistica-e-analise-de-conjuntura-no-14-encontro-das-cebs\/"},"modified":"2018-01-25T00:00:00","modified_gmt":"2018-01-25T00:00:00","slug":"mistica-e-analise-de-conjuntura-no-14-encontro-das-cebs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mistica-e-analise-de-conjuntura-no-14-encontro-das-cebs\/","title":{"rendered":"M\u00edstica e An\u00e1lise de Conjuntura no 14\u00ba Encontro das CEBs"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.crbnacional.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3%C2%BA-DIA-14%C2%BA-CEBS-1.jpg\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A m&iacute;stica de abertura evocou ocolorido das camisas, das peles e da vida nas comunidades. &Eacute; o dia do &ldquo;Ver&rdquo;, daan&aacute;lise de conjuntura, conduzida pelo companheiro Pedro Ribeiro de Oliveira,assessor das CEBs, e pela companheira, professora da USP, Raquel Rolnik.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Antes de passar a palavra para aassessoria, a coordena&ccedil;&atilde;o convidou Frei Betto para uma r&aacute;pida fala sobre oBrasil de agora. Como este Brasil n&atilde;o se desgarra do Brasil do passado, oDominicano, preso pol&iacute;tico no regime militar-empresarial iniciado com o golpede 1964, enfatizou a import&acirc;ncia de se preservar a mem&oacute;ria hist&oacute;rica.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cebsdobrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/P1160990-300x225.jpg\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&ldquo;O que n&oacute;s temos de mais precioso no Brasil, conquistado com muitosuor, sangue e l&aacute;grimas, &eacute; a democracia. A democracia brasileira tem muitosm&aacute;rtires. Precisamos preservar a mem&oacute;ria desses companheiros e companheiras. &Eacute;mentirosa uma democracia em que todos podem votar, mas poucos podem viver comdignidade.&rdquo;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>A natureza do Golpe <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cebsdobrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Neguim-An%C3%A1lise-de-conjuntura-Pedro-Ribeiro-1-300x225.jpg\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Pedro Ribeiro inicia sua faladizendo que &ldquo;precisamos entender a natureza do golpe no Brasil. O golpe foidado para uma mudan&ccedil;a profunda. N&atilde;o foi s&oacute; para derrubar um governo. &Eacute; um golpetreinado primeiro em Honduras. O outro ensaio foi no Paraguai. Na Venezuela,n&atilde;o conseguiram. Na Argentina, elegeram o Macri, sen&atilde;o teriam dado o golpe.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Lembrou ainda das duas dimens&otilde;esmais evidentes da crise: &ldquo;1) ambiental. Estamos arrebentando com nosso planeta.Os donos do mundo n&atilde;o consideram seriamente barrar o avan&ccedil;o das grandesempresas, apesar de todo problema clim&aacute;tico causado por elas. O papa Franciscodenuncia, mas fazemos corpo mole; 2) econ&ocirc;mica: a taxa de lucro do capital est&aacute;diminuindo, o que acelera sua financeiriza&ccedil;&atilde;o. As guerras s&atilde;o maneiras docapital investir na ind&uacute;stria. Guerras &agrave;s drogas, de fronteiras, &eacute;tincas&hellip; Temosque tomar consci&ecirc;ncia de que o mundo est&aacute; em guerra, muitas guerras.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O assessor n&atilde;o esqueceu de fazerrefer&ecirc;ncia ao que chamou de &ldquo;guerra de informa&ccedil;&otilde;es&rdquo;: &ldquo;Espalhasse uma not&iacute;ciapara justificar a outra guerra. H&aacute; muito conhecimento, mas sua produ&ccedil;&atilde;o &eacute; feitapor pouqu&iacute;ssimas grandes empresas e pelo servi&ccedil;o de informa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a dosEUA. H&aacute; muita not&iacute;cia falsa produzida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;As nossas igrejas e nossascomunidades falam a realidade do mundo e da vida? Ou s&oacute; da realidadeindividual, da pessoa que adoeceu ou sobre quem morreu? Tecnologia, efici&ecirc;ncia,competi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o valores aceitos por todo mundo. Solidariedade, democracia s&atilde;ovalores considerados rom&acirc;nticos, do passado. Temos que inverter isso.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">E concluiu dizendo:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&ldquo;&Eacute; preciso resgatar o processo de conscientiza&ccedil;&atilde;o, saber quem s&atilde;onossos aliados e quem est&aacute; do outro lado. O m&eacute;todo de educa&ccedil;&atilde;o populardesenvolvido por Paulo Freire &eacute; fundamental, na medida em que quem ensinatamb&eacute;m aprende. Na leitura popular da palavra de Deus, &eacute; fundamental questionaro povo sobre a escravid&atilde;o do presente, para que este adquira consci&ecirc;ncia de suacondi&ccedil;&atilde;o de oprimido. Pobreza se vive, opress&atilde;o s&oacute; se percebe com processo deconscientiza&ccedil;&atilde;o. E n&atilde;o esquecer de se valer sempre das lutas concretas paraavan&ccedil;o do processo.&rdquo;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Utopia e identidade: alimentos hist&oacute;ricos das CEBs<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cebsdobrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Chico-Malta-An%C3%A1lise-de-conjuntura-92-Raquel-1-300x225.jpg\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Raquel Rolnik assumiu a condu&ccedil;&atilde;oda reflex&atilde;o, recordando que, desde a d&eacute;cada de 1970, as CEBs participam da lutaurbana, a luta pela transforma&ccedil;&atilde;o da cidade, ajudando a construir espa&ccedil;os,territ&oacute;rios e alternativas de poder. Utopia e imagin&aacute;rio que alimentaramhistoricamente sua caminhada e identidade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o das cidades no Brasilocorreu com a expuls&atilde;o do agricultor, do ribeirinho, do ind&iacute;gena do campo. Empoucas d&eacute;cadas, dezenas de milh&otilde;es de pessoas migraram para a cidade. Foramessas pessoas que se organizaram nos bairros e lutaram. A Igreja teve um papelfundamental em todo esse processo. Luta por casa, por &aacute;gua, por esgoto, porsa&uacute;de. S&atilde;o essas for&ccedil;as que se apresentam no instante da Constituinte de 1988,criando uma verdadeira cidadania insurgente. Se os direitos n&atilde;o vinham, a lutase encarregava de conquist&aacute;-los.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">E frisou que a d&eacute;cada de 1990 foia d&eacute;cada da quebra do Estado, com a reestrutura&ccedil;&atilde;o do capital, com a crise doendividamento p&uacute;blico, a financeiriza&ccedil;&atilde;o da economia e o aumento vertiginoso dodesemprego.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Nesse per&iacute;odo &eacute; que o tr&aacute;fico dedrogas chega &agrave;s comunidades e come&ccedil;a a minar a sociabilidade da organiza&ccedil;&atilde;opopular. Parte da Igreja se volta para atender as demandas espirituais dosricos. Os partidos pol&iacute;ticos que ajudamos a construir, com sua participa&ccedil;&atilde;o nomundo institucional e crescendo eleitoralmente, competem cada vez mais nomercado de votos, esquecendo de atender &agrave;s necessidades do povo, para abrir umafrente de neg&oacute;cios com grandes empres&aacute;rios. O Estado segura o dinheiro paraassegurar a financeiriza&ccedil;&atilde;o do capital.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A professora termina suacontribui&ccedil;&atilde;o profetizando:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&ldquo;&Eacute; momento de sair do Estado e retornar &agrave;s comunidades. O contr&aacute;rio daestatiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; privatiza&ccedil;&atilde;o, mas a autodetermina&ccedil;&atilde;o territorial dos povos. &Eacute;no territ&oacute;rio que se constr&oacute;i as coisas extraordin&aacute;rias.&rdquo;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Fonte: CEBs do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A m&iacute;stica de abertura evocou ocolorido das camisas, das peles e da vida nas comunidades. &Eacute; o dia do &ldquo;Ver&rdquo;, daan&aacute;lise de conjuntura, conduzida pelo companheiro Pedro Ribeiro de Oliveira,assessor das CEBs,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":206,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}