{"id":1415,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/natal-celebrar-a-paz\/"},"modified":"2015-12-28T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-28T00:00:00","slug":"natal-celebrar-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/natal-celebrar-a-paz\/","title":{"rendered":"Natal: celebrar a paz"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"article-title\">[imagem2]<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dos cen&aacute;rios mundiais e das suas complexidades, mais do que nunca &eacute; preciso viver o Natal como oportunidade para celebrar a paz. Os votos natalinos, os projetos que nascem nesta festa, precisam ser transformados em prop&oacute;sitos e compromissos com a paz. E a concretiza&ccedil;&atilde;o dessas metas assumidas s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vela partirda refer&ecirc;ncia fundamental da celebra&ccedil;&atilde;o de hoje: Jesus Cristo. Prescindir da pessoa que &eacute; a raz&atilde;o do Natal significa a precipita&ccedil;&atilde;o de processos, por falta de consist&ecirc;ncia e grandeza. N&atilde;o se conquista a paz simplesmente transcrevendo as inten&ccedil;&otilde;es e indica&ccedil;&otilde;es nos pap&eacute;is documentais. Afinal, essas metas e promessas habitualmente n&atilde;o s&atilde;o cumpridas ou efetivadas.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F&oacute;runs, confer&ecirc;ncias, reuni&otilde;es, c&uacute;pulas, tantos outros mecanismos de congrega&ccedil;&atilde;o de representantes e debatedores n&atilde;o t&ecirc;m for&ccedil;a para garantir avan&ccedil;os mais significativos rumo &agrave; paz. &nbsp;A dificuldade em efetivar aconviv&ecirc;ncia pac&iacute;ficarelaciona-se coma car&ecirc;ncia generalizada do sentido de alteridade. Na atualidade,os indiv&iacute;duos n&atilde;o exercitam a fundamental compet&ecirc;ncia que rege a f&eacute; crist&atilde; como princ&iacute;pio determinante: a considera&ccedil;&atilde;o da import&acirc;nciado outro. O que de fato tem contado mais &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o com os pr&oacute;prios interesses, a manuten&ccedil;&atilde;o de comodidades, o des&acirc;nimo para fazer avan&ccedil;ar projetos capazes de mudar os rumos da sociedade.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebrar o Natal como compromisso de trabalhar pela paz contribui para corrigir esses descompassos. Exige a capacidade de dar centralidade existencial &agrave; pessoa de Jesus Cristo. O nascimento de Jesus &eacute; o selo que patenteia a marca maior de Deus:o seu amor. &Eacute; a oferta feita pelo Pai Misericordioso de seu Filho amado, o Salvador. A considera&ccedil;&atilde;o de sua vinda ao encontro da humanidade e a generosidade de sua oferta incondicional s&atilde;o desconcertantes e t&ecirc;m for&ccedil;a para vencer toda l&oacute;gica do ego&iacute;smo e da mesquinhez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Natal hoje celebrado est&aacute; balizado pela sapiencial indica&ccedil;&atilde;o da viv&ecirc;ncia da miseric&oacute;rdia, meta do Ano Santo Extraordin&aacute;rio convocado pelo Papa Francisco. &Eacute; oportunidade para se viver experi&ecirc;ncias novas capazes de fazer com que cada pessoa seja instrumento de promo&ccedil;&atilde;o da paz. Sem o exerc&iacute;cio da miseric&oacute;rdia os povos n&atilde;o encontrar&atilde;o o caminho da paz, os inimigos n&atilde;o se abra&ccedil;ar&atilde;o e n&atilde;o se conseguir&aacute; vencer a terr&iacute;vel &ldquo;globaliza&ccedil;&atilde;o da indiferen&ccedil;a&rdquo;, apontada pelo Papa como um grande mal deste tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este Natal merece ecoar como voz forte nos cora&ccedil;&otilde;es pela singularidade de ser celebrado no horizonte da miseric&oacute;rdia. Francisco acentua que com o Jubileu da Miseric&oacute;rdia quer &ldquo;convidar a Igreja a rezar e trabalhar para que cada crist&atilde;o possa maturar um cora&ccedil;&atilde;o humilde e compassivo, capaz de anunciar e testemunhar a miseric&oacute;rdia, de &lsquo;perdoar e doar&rsquo;, de abrir-se &lsquo;&agrave;queles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contempor&acirc;neo cria de forma dram&aacute;tica&rsquo;, sem cair &lsquo;na indiferen&ccedil;a que humilha, no h&aacute;bito que anestesia o esp&iacute;rito e o impede de descobrir a novidade, no cinismo que destr&oacute;i&rsquo;&rdquo;. O Natal &eacute;, pois, o compromisso s&eacute;rio e inarred&aacute;vel de todo aquele que cr&ecirc; em Cristo garantir que onde houver crist&atilde;os haver&aacute; um o&aacute;sis de miseric&oacute;rdia.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando cada pessoa assumir o compromisso de cultivar um cora&ccedil;&atilde;o misericordioso ser&aacute; ent&atilde;o poss&iacute;vel avan&ccedil;ar na conquista efetiva da paz. O programa de vida de quem quer contribuir com a constru&ccedil;&atilde;o de um mundo pac&iacute;fico inclui a compaix&atilde;o e a solidariedade. Vive-se um tempo oportuno para cultivar esses valores, pois o Natal &eacute; a mais terna express&atilde;o da miseric&oacute;rdia de Deus, que vem ao nosso encontro. Pela coragem da experi&ecirc;ncia de cultivar a proximidade com outras pessoas &eacute; que se pode fazer do Natal fecunda celebra&ccedil;&atilde;o da paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pactos e acordos de representantes e dirigentes de na&ccedil;&otilde;es, de grupos ou de segmentos variados da sociedade n&atilde;o substituir&atilde;o jamais a inscri&ccedil;&atilde;o da miseric&oacute;rdia como fundamento da alian&ccedil;a entre pessoas, com for&ccedil;a para irmanar cora&ccedil;&otilde;es. Cultivada a miseric&oacute;rdia,nascer&aacute;um mundo pac&iacute;fico. Deus oferece seu Filho Amado para que no Natal se celebre a paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por: <\/strong>Dom Walmor Oliveira de Azevedo<\/p>\n<p>Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem2] Diante dos cen&aacute;rios mundiais e das suas complexidades, mais do que nunca &eacute; preciso viver o Natal como oportunidade para celebrar a paz. 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