{"id":1190,"date":"2016-03-01T00:00:00","date_gmt":"2016-03-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/2-simposio-internacional-de-missiologia-reflete-sobre-a-alegria-do-evangelho\/"},"modified":"2016-03-01T00:00:00","modified_gmt":"2016-03-01T00:00:00","slug":"2-simposio-internacional-de-missiologia-reflete-sobre-a-alegria-do-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/2-simposio-internacional-de-missiologia-reflete-sobre-a-alegria-do-evangelho\/","title":{"rendered":"2\u00ba Simp\u00f3sio Internacional de Missiologia reflete sobre a alegria do Evangelho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprofundar o mist&eacute;rio de Cristo e do Evangelho para viver a alegria de sermos disc&iacute;pulos mission&aacute;rios, testemunhas e profetas no mundo. Este &eacute; o objetivo do 2&ordm; Simp&oacute;sio Internacional de Missiologia, evento que re&uacute;ne no Uruguai, cerca de 80 representantes das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias (POM), organismos e confer&ecirc;ncias episcopais de 22 pa&iacute;ses do Continente americano e convidados da Europa.<\/p>\n<p>S&atilde;o leigos e leigas, religiosos e religiosas, padres, bispos, di&aacute;conos, te&oacute;logos, biblistas e animadores mission&aacute;rios empenhados em aprofundar o compromisso das Igrejas locais com a miss&atilde;o permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A programa&ccedil;&atilde;o do Simp&oacute;sio que iniciou no domingo, 28, inclui confer&ecirc;ncias, f&oacute;runs tem&aacute;ticos, debates e celebra&ccedil;&otilde;es. As atividades se estendem at&eacute; quarta-feira, 02 de mar&ccedil;o, e s&atilde;o realizadas no Col&eacute;gio Marista S&atilde;o Lu&iacute;s, na cidade de Pando, a 100 quil&ocirc;metros de Montevid&eacute;u. Participam cerca de 80 representantes das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias (POM), organismos e confer&ecirc;ncias episcopais de 22 pa&iacute;ses do Continente americano e convidados da Europa.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira confer&ecirc;ncia, padre Luca Pandolfi, professor de antropologia cultural e sociologia da religi&atilde;o na Universidade Urbaniana de Roma, discorreu sobre o significado do termo &ldquo;alegria&rdquo;. O professor lembrou que existem v&aacute;rios sentidos de alegria: popular, psicol&oacute;gico e antropol&oacute;gico, com suas diferentes formas de expressar e entender. Mas existe tamb&eacute;m um sentido teol&oacute;gico crist&atilde;o, sobretudo &ldquo;a alegria em Cristo Ressuscitado&rdquo; como tempo prop&iacute;cio para viver essa &ldquo;grande alegria&rdquo;. <\/p>\n<p>Nesse sentido, padre Pandolfi citou o epis&oacute;dio dos disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s (Lc 24, 1-52) que haviam perdido a alegria e a reencontraram para depois partilh&aacute;-la. Eles souberam comunicar alegria e esperan&ccedil;a aos outros disc&iacute;pulos. <\/p>\n<p>Em seguida, o te&oacute;logo destacou, do cap&iacute;tulo 24 do Evangelho de Lucas, sete etapas da viagem at&eacute; Ema&uacute;s como um itiner&aacute;rio de pedagogia b&iacute;blica. Cada etapa mostra um estilo comunicativo e um estilo de linguagem.<\/p>\n<p>Na primeira etapa &eacute; evidenciado o fazer-se pr&oacute;ximo, da parte de Jesus. Como segunda etapa temos o &ldquo;caminhar juntos&rdquo;. Logo vem uma terceira, compostas por preguntas, olhares, sil&ecirc;ncios, palavras e escuta. Neste momento, depois de haver escutado e seguido o caminho com os disc&iacute;pulos, Jesus toma a palavra. &Eacute; a quarta etapa. &ldquo;Anunciar a palavra de Deus significa, realizar o primeiro an&uacute;ncio aos que n&atilde;o creem, como uma catequese, at&eacute; fazer arder o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sublinhou o te&oacute;logo. <\/p>\n<p>Uma etapa posterior, a quinta, consiste na liberdade, &ldquo;condi&ccedil;&atilde;o de possibilidade para a nossa f&eacute; no Senhor e para o testemunho do evangelizador, do mission&aacute;rio, da catequista: Jesus n&atilde;o se det&ecirc;m, nem det&ecirc;m os outros ou obriga. A decis&atilde;o &eacute; por liberdade do interlocutor&rdquo;, explicou. <\/p>\n<p>A sexta etapa &eacute; a dos sinais: da partilha, do dom de si, do amor pelos amigos que far&aacute; abrir os olhos e reler toda a hist&oacute;ria. Finalmente, na s&eacute;tima etapa, &ldquo;a palavra regressa ao sil&ecirc;ncio, &agrave; escuta (como no s&aacute;bado hebraico), e ao mesmo tempo ressoa a confiss&atilde;o de f&eacute; no caminho, no an&uacute;ncio alegre, na esperan&ccedil;a reencontrada, na capacidade dos disc&iacute;pulos de fazer-se pr&oacute;ximos, de partilhar e doar a vida. Eles regressam a Jerusal&eacute;m, quer dizer &agrave; hist&oacute;ria com seus desafios e contradi&ccedil;&otilde;es, alegrias e esperan&ccedil;as&rdquo;. <\/p>\n<p>Em sua reflex&atilde;o, padre Pandolfi que tamb&eacute;m dirige o Centro de Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais da Universidade Urbaniana, evidenciou detalhes sobre cada uma das etapas presentes na passagem dos disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s. Para isso, recorreu tamb&eacute;m &agrave; linguagem de comunica&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncias sociais.<\/p>\n<p><strong>A alegria das bem-aventuran&ccedil;as<\/strong><br \/>Uma segunda confer&ecirc;ncia versou sobre &ldquo;a alegria das bem-aventuran&ccedil;as&rdquo;, iluminada pelo texto de S&atilde;o Mateus (Mt 4, 25-5,12). O tema foi apresentado pelo biblista espanhol, padre Jos&eacute; Cervantes, doutor em teologia e licenciado em Sagrada Escritura que h&aacute; 18 anos trabalha na Bol&iacute;via e leciona tamb&eacute;m na Espanha. <\/p>\n<p>Padre Cervantes se concentrou na palavra &ldquo;alegria&rdquo; que se repete na passagem. &ldquo;Bem-aventurado &eacute; muito mais que felizes, do que ser alegre. Bem-aventurado expressa a profunda como&ccedil;&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o de &acirc;nimo diante da percep&ccedil;&atilde;o e acolhida do Reino de Deus revelado por Jesus Cristo que proclama o essencial do Evangelho por meio de felicita&ccedil;&otilde;es tendo por destinat&aacute;rios os pobres, os indigentes, os desprezados&rdquo;, explicou o conferencista. <\/p>\n<p>Na opini&atilde;o do padre Cervantes, a primeira parte do texto refere-se a uma categoria de pessoas que sofrem uma s&eacute;rie de car&ecirc;ncias aos quais Jesus dirige sua palavra restauradora que lhes mostra o amor de Deus. <\/p>\n<p>&ldquo;A segunda parte das bem-aventuran&ccedil;as &eacute; um desenvolvimento que Mateus faz aos que prestam ajuda aos demais, aos que trabalham pela paz, aos puros de cora&ccedil;&atilde;o. As raz&otilde;es das bem-aventuran&ccedil;as &eacute; a presen&ccedil;a de Deus em nossa vida, que d&aacute; p&atilde;o a quem tem fome, consola os aflitos, concede a heran&ccedil;a aos deserdados. E finalmente temos os perseguidos por serem fi&eacute;is a estas propostas de vida&rdquo;, destacou o te&oacute;logo e prosseguiu. &ldquo;O que desejo mostrar &eacute; que a grande alegria &eacute; um estado permanente daqueles que se encontraram com Jesus Cristo, inclusive nos sofrimentos. Assim, a alegria n&atilde;o &eacute; quando todos os problemas est&atilde;o resolvidos, nem um estado al&eacute;m da morte. Na verdade, a bem-aventuran&ccedil;a &eacute; um estado de alegria permanente, mesmo enfrentando adversidades. Bem-aventurados s&atilde;o aqueles que se encontraram com Jesus Cristo mesmo nas contradi&ccedil;&otilde;es deste mundo&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Por fim, o te&oacute;logo destacou a for&ccedil;a prof&eacute;tica das bem-aventuran&ccedil;as em sua capacidade de ir contra a corrente e mostrar que &ldquo;a alegria n&atilde;o est&aacute; aonde o mundo pensa que est&aacute;. Que a alegria n&atilde;o &eacute; somente para n&oacute;s, mas para todo o mundo. Que a alegria n&atilde;o &eacute; algo al&eacute;m do sofrimento deste mundo, mas sim uma experi&ecirc;ncia da gratuidade de Deus no tempo presente, tamb&eacute;m em meio ao sofrimento, como mostrado na Paix&atilde;o de Cristo. Esta &eacute; a maior express&atilde;o de alegria onde Cristo mostra a capacidade de transformar por meio do amor. Por isso, a Paix&atilde;o de Cristo &eacute; a maior fonte de alegria que se expressa na Ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Grupos e f&oacute;runs tem&aacute;ticos<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_15\/05\/000%20a%20a%20acervante2.jpg\" alt=\"\" width=\"499\" height=\"301\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na parte da tarde os participantes do Simp&oacute;sio se reuniram em grupos para aprofundar o conte&uacute;do das confer&ecirc;ncias. Em seguida, trabalharam em seis f&oacute;runs tem&aacute;ticos: miss&atilde;o e ecologia; miss&atilde;o e fam&iacute;lia; miss&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o; miss&atilde;o e catequese; novas formas de coopera&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria e tarefa das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias nas Igrejas locais. <\/p>\n<p>O estudo t&ecirc;m a finalidade de fomentar reflex&otilde;es sobre a miss&atilde;o nos diferentes contextos dos pa&iacute;ses do Continente. <\/p>\n<p>Do Brasil participam do Simp&oacute;sio, dom Waldemar Passini Dalbello e os padres Camilo Pauletti, Est&ecirc;v&atilde;o Raschietti, Jaime C. Patias e Sidinei Marcos Dornelas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: POM<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] Aprofundar o mist&eacute;rio de Cristo e do Evangelho para viver a alegria de sermos disc&iacute;pulos mission&aacute;rios, testemunhas e profetas no mundo. 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